Arquivo do mês: abril 2010

O resultado e os problemas da Ultramaratona de Cubatão 2010

A PROVA:

Conforme já imaginava não fiz uma boa prova em Cubatão. Sem treinar há 30 dias e recuperando de um período de Infecção respiratória, decidi comparecer a prova e testar minha resistência física e psicológica.

Após os primeiros 50 km já tinha certeza que neste ano não chegaria aos 100 km. Menos mal que o regulamento permitia a classificação de corredores com completassem no mínimo 80 km. Passei a intercalar corrida ou melhor, um trote com caminhada até completar os 80km.

O CHIP:

Tive problemas com meu chip. Quando completava a volta e passava pelo sensor era chamado pelo auto-falante para retornar pois minha volta não tinha sido registrada. O técnico que fazia a leitura do sensor fez o diagnóstico: “o chip estava virado para o lado quando deveria estar virado para cima”. Corrigida a posição do chip, conforme queria o técnico, nas voltas seguintes o problema continuava a ocorrer. Tanto é verdade que hoje ao ver o resultado oficial eu apareço com apenas 16 voltas completadas!!!

NA PREMIAÇÃO A SURPRESA:

Quando a premiação da minha categoria ocorreu fui chamada para receber o terceiro lugar. Fiquei surpreso pois não esperava esta classificação. Recebi o troféu, várias fotos foram tiradas e hoje vendo o resultado oficial apareço em quinto lugar.

Liguei para a TH5, falei com o Osvaldo, que sempre muito gentil e solicito, ficou de corrigir o número de voltas no site do resultado oficial.

O resultado correto na premiação deveria ter sido:

  1. Delino Tome
  2. Neriovaldo Borges
  3. João Luis Javera
  4. Hernani Rodrigues
  5. João Gabbardo dos Reis

SOBRE A PROVA:

Este ano mudou o local da prova. O novo local – Jardim Casqueiro é muito mais agradável, tem melhores condições para as equipes de apoio mas teve dois problemas em uma análise rápida. A primeira foi o tipo de piso: Em torno de 50% ficou com asfalto e os outros 50% com calçamento com uma certa irregularidade. Numa prova de 100 km isto termina sendo um item muito prejudicial aos atletas. O segundo problema foi a falta de sensor para chip nos locais de retorno (final do segundo e quarto km), pois infelizmente muitos corredores não cumpriam todo o percurso, cortando o caminho em determinado local da prova.

OS AMIGOS DO CORRENDO COM SAÚDE

Paulo Felisoni - Super entusiasmado com o "desafio das 6 maratonas" em 2010

Valdui Leite - Direto da meia maratona para os 100 km de Cubatão, sem nunca ter feito uma maratona

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Ultramaratona de Cubatão 2010

No próximo final de semana estarei participando da Ultramaratona de Cubatão 2010. Abaixo as informações técnicas sobre o evento. Já participei das edições de 2008 e 2009. Nos anos anteriores a grande dificuldade foi o calor e sempre termina com muita chuva (temporal de assustar), mas é uma prova bem organizada e vale a pena.

Após o retorno dos Estados Unidos será a segunda prova deste ano (a primeira foi a Travessia Torres Tramandaí 82 km). Nos últimos 30 dias convivi com um quadro de Infecção de Vias Áereas Superiores e lesão muscular Inter-costal (não foi decorrente de corrida), que atrapalharam muito meus treinos. Nesta prova vou só na experiência e tentar um ritmo confortável para chegar no final. Vamos lá!!!!

A chegada em 2008 em 11h35min

A chegada em 2009 em 11h14min

O Evento
A TH5 Eventos em parceria com a Prefeitura da cidade de Cubatão irão realizar no dia 18 de abril com largada a partir das 7hs, a 5ª UltraMaratona Cubatão 2010

Os atletas serão divididos nas categorias Individual Masculino e Feminino em percurso de 4km cada volta, totalmente plano e asfaltado com aferição e supervisão da Federação Paulista de Atletismo.

Neste ano diferentemente dos anos anteriores, a prova será de 100km para o Masculino (25 voltas) e 80km para o Feminino (20 voltas) e os atletas serão premiados no geral e faixa etária a partir de 80% de percurso concluído.

aqui o percurso: http://www.mapmyrun.com/run/brazil/cubat%e3o/970125191765763423

A concentração dos atletas, largada e chegada da prova, acontecem na Av. BeiraMar, em frente a Praça Independência, localizada no Jardim Casqueiro em Cubatão.

Será realizado no sábado (17/04) um Jantar de Massas a todos os inscritos no Restaurante Kalabalis, localizado logo na entrada do Jardim Casqueiro

Categorias: Individual Masculino – 100km / Individual Feminino – 80km

Data referência para premiação por faixa etária: (31/12/2010)

O tempo limite de prova na será de 12 hs, sendo que o acesso a ultima volta só será liberado ao atleta que pelo seu ritmo de corrida tiver condições de terminar a prova no limite previsto.

Não será permitido nenhum tipo de apoio (correr ao lado, moto, bike, etc…) ao atleta sob pena de desclassificação. A área destinada ao percurso da prova é de uso exclusivo dos atletas regularmente inscritos e de veículos da organização e segurança da prova.

2 Pontos de Apoio serão instalados durante o percurso na altura dos kms 2 e 4, onde serão distribuídos aos inscritos os seguintes itens: água, gatorade, refrigerantes, banana, maçã, laranja, tangerina, rapadura, goiabada e purê de batatas, além de macas com massagistas e banheiros químicos.

Término da prova, impreterivelmente as 19 hs.

Inscrições:
de 02/01 até 04/04 Individual: R$ 100,00
de 05 até 11/04 Individual: R$ 110,00
Toda inscrição da direito a camiseta dry + medalha finish + lanche fruta + gatorade + numeral e chip + serviço de massagista + jantar
Inscrições on-line:
Ativo.com Inscrições On Line TH5
OBS: Toda inscrição on-line vem acrescida da Taxa de Serviço que é cobrada para cobrir custos e proporcionar ao atleta comodidade e facilidades, tais como: não haver a necessidade do envio de qualquer comprovante de pagamento ou depósito ref a inscrição e receber confirmação da mesma e informações sobre a prova via e-mail.
Inscrições com depósito em conta
envio dos dados do atleta + comprovante de depósito,
via fax (013 3313-1236)  / via e-mail (th5@th5eventos.com.br)
Contas para déposito
Banco Itaú Banco do Brasil
ag. 0838 ag. 3970-5
conta 21497-1 conta 33333-6
A entrega de kits acontecerá no local do evento, sábado das 15 as 18 hs e no domingo dia da prova das 06 as 06hs45
Premiação:
Troféus aos 5 primeiros do Geral Masculino e Feminino.
Troféus aos 5 primeiros colocados nas categorias Faixa Etária (a partir de 80% do percurso concluído)
Prem. em dinheiro: Geral (masculino e feminino)
1º – R$1000,00  / 2º – R$750,00  / 3º – R$500,00  / 4º – R$250,00  / 5º – R$250,00
Hospedagem: Dica de Hoteis: Olympia 013 3361-5727 ou 3372-5188
OBS: Infelizmente no Jardim Casqueiro não existe nenhuma opção de hospedagem e o hotel indicado ficam bem distante do local da prova.
Realização
Prefeitura de Cubatão
Apoio
Supnet / Gatorade  / Sabesp
Supervisão
F.P.A. – Federação Paulista de Atletismo
Organização
TH5 Eventos: 013 3313-1196
www.th5eventos.com.br

Brasileiro está mais sedentário e come mais fruta e menos feijão

Os brasileiros estão comendo mais frutas e hortaliças, mas menos feijão, mostra uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde. A proporção dos que consomem o alimento pelo menos cinco vezes por semana caiu de 71,9%, em 2006, para 65,8% em 2009.

Uma das explicações dadas pelo governo foi o tempo de preparo do alimento, incompatível com a correria das cidades. O ministro José Gomes Temporão considerou o dado preocupante pelo fato de o feijão ser rico em fibras e proteína. Por outro lado, o consumo de cinco porções diárias de frutas e verduras subiu de 7,1% para 18,9%.

O levantamento do Ministério da Saúde mostrou também que cresceu a proporção de sedentários no país. Em 2006, 13,2% dos adultos não praticavam nenhum exercício físico.

Em 2009, o percentual subiu para 16,4%. Uma das explicações é a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Isso faz com que elas façam menos tarefas domésticas, que são consideradas como atividade física pela pesquisa.

O estudo foi feito com base em entrevistas telefônicas 54.367 pessoas.

42,1% DOS JOVENS BRASILEIROS BEBEM REFRIGERANTES QUASE TODOS OS DIAS

A mesma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta que os refrigerantes e sucos artificiais –pó dissolvido em água– são alimentos comuns a dieta da população brasileira. De acordo com os dados, 42,1% dos brasileiros com idades entre 18 e 24 anos consomem refrigerantes quase todos os dias.

Entre os adultos, sem especificar idades, a pesquisa mostra que os refrigerantes e sucos artificiais são consumidos cinco vezes ou mais por semana por 27,9% dos brasileiros. De acordo com o ministério, esse índice é superior ao registro no ano de 2008, quando 24,6% dos entrevistados afirmaram beber esses produtos ao menos cinco vezes por semana.

A pesquisa destacou ainda que as versões light ou diet do produto não são tão requisitadas, com apenas 15% da população optando por elas.

Quando ao leite consumido pelo brasileiro, a pesquisa mostra que a versão integral é a mais requisitada, com 58,4% da população apontando como a preferida. O índice é superior ao registrado em 2006, quando 57,4% da população preferia leite integral aos desnatados e semi-desnatados.

O estudo foi feito com base em entrevistas telefônicas 54.367 pessoas.

O crack e o “Velho do Saco”

Muito bom o artigo da Dra. Renata Brasil Araújo, Doutora em Psicologia, coordenadora do Programa de Dependência Química do Hospital Psiquiátrico São Pedro, publicado na ZH do dia 6 de abril de 2010.

Outro dia, enquanto assistia, na RBS TV, a uma reportagem na qual apareciam crianças dependentes de crack, lembrei-me, com saudade, do maior vilão da minha infância: o famoso “Velho do Saco”.
Ele era um homem perigosíssimo que usava roupas sujas e que carregava para todo lado um enorme saco velho – quase sempre de estopa – dentro do qual escondia crianças após roubá-las de seus pais. Não precisa dizer que todas as crianças morriam de medo desse ícone da maldade e evitavam sempre qualquer contato com alguém que guardasse a mínima semelhança com essa figura.
O Velho do Saco poderia lhe oferecer balas ou chicletes na saída da escola para “drogá-lo” e transformá-lo em uma vítima fácil de ser colocada dentro do saco (não deveria ser por acaso que os sacos nunca se mexiam!).
Não era complicado identificar o nosso inimigo: Era homem? Velho? Estava mal vestido? Carregava um saco? Bem, não se aproxime, é ele e com certeza é perigoso!
Mas e hoje, onde estará o Velho do Saco? Não será ele o responsável pelo uso do crack pelos jovens? Infelizmente, ele parece ter “sumido do mapa” e, se “bobear”, também está fumando crack por aí.
Então, quem será o nosso Velho do Saco Moderno? Não conheço nenhum caso de um jovem acordar em um belo dia e dizer: “Hoje não tenho nada de interessante para fazer… Acho que vou animar o meu dia experimentando uma pedra de crack… Vai ser legal!” Também desconheço histórias em que um traficante bate na porta de alguém e oferece o crack como quem está oferecendo um bilhete premiado da loteria: “Compre esta pedra de crack e ganhe de brinde este belo cachimbo!”.
Não se engane, ninguém é apresentado às drogas pelo crack. Observa-se que os dependentes dessa substância também são, em sua maioria, dependentes de tabaco e de maconha e, vários deles, dependem ou abusam de álcool. Eles começaram o uso de substâncias psicoativas pelas drogas lícitas: álcool e tabaco e não foi com traficantes, mas com amigos, colegas ou mesmo com seus pais.
O Velho do Saco Moderno é aquele pai ou mãe que acha “perfeitamente normal” as festas de adolescentes serem “regadas” a bebidas alcoólicas (afinal, para muitos, cerveja não é álcool!), ou aqueles que se dizem orgulhosos por seus filhos escolherem a mesma marca de cigarro da sua preferência, ou ainda os que pensam que “enquanto for só maconha, tudo bem”.
O Velho do Saco Moderno é o professor que fuma seu “cigarrinho” na hora do recreio ou o amigo de infância que criou um blog a respeito do uso medicinal da maconha ou, quem sabe, os nossos heróis que morreram de overdose…
O Velho do Saco Moderno não é mais velho, nem feio e nem mesmo tem um saco…
Ele é tão anônimo, que é anônimo para si mesmo, não se reconhecendo como tal… Assim, qualquer um de nós pode ser um Velho do Saco e não fazer a menor ideia disso…
Devemos, portanto, se quisermos de fato “lutar” contra o que chamam de “A epidemia do crack”, identificar o quanto estamos contribuindo para incentivar o uso de drogas entre os nossos jovens e, o mais importante, o quanto desse “Velho do Saco” existe em cada um de nós.

* Doutora em Psicologia, coordenadora do Programa de Dependência Química do Hospital Psiquiátrico São Pedro

Brasileiro exagera na bebida, diz estudo

Um estudo do Instituto de Psiquistria da Universidade de São Paulo (USP) aponta um padrão de consumo típico do brasileiro: o “binge drinking” ou “beber pesado episódico”. Apesar de não ser considerados dependentes de álcool, são homens que bebem cinco doses e mulheres que tomam quatro doses em uma mesma ocasião.

– Em vez de beber todos os dias, moderadamente, às refeições, como os europeus, os brasileiros bebem tudo de uma vez no fim de semana. É um padrão prejudicial, pois aumenta o risco de dependência e deixa a pessoa mais sujeita a intoxicação e comportamento de risco, como sexo desprotegido, abuso de nicotina e dirigir embriagado – afirma a pesquisadora Camilla Magalhães Silveira.

Camilla coordenou, no Brasil, parte de uma investigação da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizada em 28 países com o objetivo de medir a prevalência de transtornos mentais na população. Mais de 5 mil pessoas participaram da pesquisa na região metropolitana de São Paulo, escolhida para representar o país.

Os dados revelam que, enquanto o consumo per capita anual de bebida alcoólica na França é de 18 litros por pessoa, no Brasil está abaixo de oito litros. No entanto, a taxa de abuso e dependência aqui é de 4%, enquanto entre os franceses é de apenas 0,8%.

– A OMS tem uma escala que vai de 1 a 4 e mostra o quanto é prejudicial o consumo em cada país. O Brasil recebeu nota 4, a de maior gravidade. Já os europeus têm um padrão de consumo protetor, que até faz bem à saúde – explica a pesquisadora.

O estudo revelou que a taxa de dependência foi de 3,3% e a de abuso, de 9,4%.

– Ainda que os abusadores não sejam a maioria no país, o impacto na saúde é grande. Isso resulta em acidentes de trânsito, em violência física e verbal e prejudica o rendimento no trabalho e no estudo – afirma Arthur Guerra, um dos maiores especialistas do no tratamento de dependentes.

O abandono do Cete

Matéria de ZH no dia 02 de abril sobre o CETE – Local onde treinam grande parte dos corredores de Porto Alegre.

Usuários reclamam e Fundergs afirma que reforma está em fase de licitação

Espaço que recebe cerca de 2 mil pessoas por dia, o Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete), no bairro Menino Deus, na Capital, está à espera de manutenção. O local é utilizado por moradores da região e de outras partes da cidade para caminhadas e prática de esportes, mas a situação de abandono e os problemas na estrutura são queixa frequente dos usuários.

A queixa em relação à pista atlética é compartilhada pela comunidade. Além disso, a má conservação e a falta de equipamentos para alongamento e musculação também recebe críticas. Tanto que a aposentada Noemi dos Santos, frequentadora do local há mais de 20 anos, sugere uma campanha entre os usuários para arrecadar verba e reformar a estrutura de um prédio que ruiu parcialmente há alguns meses.

– Já esteve melhor isso aqui. Eles cortam a grama, mas não tem manutenção – reclama Noemi.

A Fundação de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs), responsável pela área, informa que todas os problemas de infraestrutura estão contemplados no projeto de reforma do Cete, orçado em cerca de R$ 3,2 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões já estão garantidos.

Serão reformados os três ginásios, a pista atlética, além de iluminação, paisagismo e redes elétrica e hidráulica. O projeto ainda prevê a implantação de duas novas quadras – uma de vôlei e outra de tênis –, reforma da pracinha e cercamento do local. Ainda de acordo com a Fundergs, a análise das propostas pelas empresas concorrentes à reforma já estaria em andamento.

Maioria dos brasileiros faz pouco pela saúde

O IBGE divulgou nesta quarta detalhes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) que revelam como anda a saúde dos brasileiros.

A pesquisa investigou também o comportamento do brasileiro para saber se a população mantém hábitos saudáveis como forma de evitar doenças. Descobriu que a maioria ainda faz pouco pela própria saúde.

Mais de 41 milhões de pessoas com 14 anos ou mais declararam que fazem atividade física ou esporte. Mas só 36% foram consideradas ativas pelos critérios da Organização Mundial de Saúde. É que o futebol só no fim de semana e a caminhada de vez em quando não são suficientes.

“É preciso que também haja políticas no âmbito social, principalmente no sentido de criar oportunidades inclusive de espaços públicos para que a população tenha condições de praticar algum tipo de atividade física”, declarou Eduardo Nunes, presidente do IBGE.

Com a população se cuidando pouco, os problemas aparecem: quase 60 milhões dos brasileiros disseram sofrer de doenças crônicas. A hipertensão é a mais comum, seguida de doenças de coluna ou nas costas e artrite ou reumatismo.

A dona de casa Jardiléia Silva convive com pressão alta há 35 anos. Sabe o que fazer, mas não faz. “O médico diz tem que fazer dieta, tem que caminhar, fazer atividade física, mas não estou fazendo”. (globo.com)