Estou super satisfeito com o resultado da prova. Cumpri o desafio com split negativo, ou seja, a maratona do 2ª dia foi um pouco mais rápida, ou menos lenta, que a do 1º dia. Normalmente, em função do cansaço e grau de dificuldade muito parecido no segundo dia o tempo é maior. No entanto, com era minha estréia nesta prova, e com a experiência da K42 em Bombinhas, procurei me preservar no primeiro dia.

Conclui a primeira prova em 7h46min e a segunda em 7h40min. Mesmo com estes tempos fiquei em 2º lugar na categoria com direito a mais um troféu para a coleção.
O percurso te proporciona “vistas” de locais que dificilmente pode-se conhecer. O circuito é todo por trilhas subindo e descendo morros que margeiam o litoral atlântico do extremo sul ao extremo norte da ilha.
Para tornar possível o acesso a estas trilhas é obrigatória a passagem por várias locais com muitas pedras. Pedras de todos os tamanhos nas trilhas e costões extremamente perigosos aos inexperientes no assunto. Eu particularmente tenho certo pavor de andar pelos “costões”. Sempre fico pensando que vou escorregar numa daquelas pedras e ser jogado no mar ou na melhor das hipóteses ter algumas pequenas fraturas.
Demorei para escrever este post pois quando terminei a prova estava decidido a escrever que tinha sido a “última” vez que participaria deste tipo de evento. No entanto, meus amigos Alberto Peixoto e Júlio Cordeiro me convenceram a não fazer esta afirmação.
Como ainda estou com a cabeça “quente” quero refletir um pouco mais. Eu gosto de correr, gosto do efeito da endorfina. Não gosto da adrenalina por enfrentar situações de risco iminente.
Para não alimentar polêmicas quero deixar bem claro que não sou contra estes desafios radicais. Eu é que não me sinto bem neles, não me dão prazer. Admiro os atletas que conseguem “correr” nestes terrenos como se estivessem num gramado. Que saltam entre as pedras seguros que não vão escorregar, que descem trilhas totalmente irregulares sem medo de entorses nos tornozelos.
Os trechos nas praias eram difíceis mas um alivio pois o desafio era correr com areia fofa e com vento contra, uma situação a que estamos treinados.

Talvez minhas preocupações sejam exageradas, mas nestes 30 anos que corro, nunca deixei de participar de uma prova e nunca desisti em meio de uma competição por estar com alguma lesão. Minhas contusões (duas), foram conseqüências de partidinhas de futebol, esporte que abandonei definitivamente.
Então é isso, digamos que no momento, não pretendo participar de provas com as características de Praias e Trilhas, sabendo que meus olhos perderão paisagens maravilhosas como esta: vista da Lagoa da Conceição do Morro da Galheta.










Meta cumprida e melhor tempo de maratona do ano! 3h36min, no garmin, mais tarde vamos conferir o tempo oficial.