Aqui deveria começar a Quadzilla da Philadelphia mas ficou só na primeira prova. Na verdade não dá considerar como prova, mas conta para os Marathon Maniacs.
A prova estava marcada para dia 24 de dezembro a meia noite. Alguns dias antes recebemos um e-mail da organizadora informando mudanças nas regras. Ficava mantido o local da prova, Park Fairmoutain um Parque no Centro da lindíssima cidade da Philadelphia, mas o horário não seria mais a meia noite. Não haveria uma largada oficial e cada corredor poderia começar a qualquer hora e ao terminar enviaria um e-mail para a organização com o tempo de prova. Para nossos padrões isto era impensável!
No dia anterior fomos visitar o local da “corrida”. A neve cobria todo parque com uma camada de 30 a 40 cm. Haviam retirado com máquinas a neve de parte da calçada onde correríamos, não em função da corrida, mas para os usuários do parque logicamente. A programação informava que seria necessário dar 4 voltas no lago com aproximadamente 10km cada volta, mas boa parte do trajeto tinha neve e não era possível passar ou seja não seriam voltas no lago e sim ida e volta pelo trecho que estava liberado.
A QUADZILLA DA PHILADELPHIA – A DECEPÇÃO
Imagine se isto acontece no Brasil. Alguém inventa uma prova em 4 dias consecutivos. Faz um site da prova e coloca na internet, fazendo parte do calendário de provas dos Marathon Maniacs. Pouco antes da prova avisa que não teria largada e nem chegada oficial. Cada pode correr na hora que quiser. Não existe nenhum sistema de controle, nem chip e nem sequer uma planilha. É verdade que não fora cobrado taxa de inscrição e tínhamos sidos avisados que não haveria apoio, cada um cuidaria das suas necessidades. As revistas de corrida teriam três páginas só de reclamação de corredores.
A VIAGEM DE JACKSONVILLE PARA PHILADELPHIA
A viagem começou no dia 21 de dezembro, dia que começa o verão no Brasil e também do meu aniversário. Comemoramos com os 5 brasileiros Marathon Maniacs que estão aqui nos EUA (João Gabbardo, Sabine, Nilson, Ésio e Hideaqui), minha filha Andrea e genro Vitório.
Pouco antes da chegada passamos por Washington e já a noite fomos visitar o casal Obama. Infelizmente, como não havíamos agendado previamente ele não pode nos receber, mas autorizaram que fotografássemos a Casa Branca e o Capitólio cobertos de neve e toda enfeitada para o Natal.
No hotel enquanto a neve se amontoava na rua ficávamos num piscina térmica toda envidraçada só imaginando o frio lá fora!
A CORRIDA
No dia 24 à tarde fomos fazer nossa corrida. Correr os 42km onde haviam retirado a neve. O local é maravilhoso, passando por várias pontes, construções belíssimas com estilos e épocas diferentes, vários museus e com vista dos altos prédios de Downtown. A temperatura variou de 0º a 2 negativos. Mesmo correndo com luvas os dedos congelavam mas várias pessoas corriam de bermuda e sem luvas (não sei como!).
Sem nenhum controle externo terminei os 42,195km em 4h05min (ainda bem que o Garmin registra toda corrida!!!). Resultado aceitável após ter corrida duas maratona quatro dias antes.
O PLANO B
Nestas condições decidimos que correríamos somente o primeiro dia e no dia seguinte iríamos para Springfield no Missouri. Lá tem uma maratona no domingo dia 27 e que já estávamos inscritos. Depois disso parte dos MM irão para a Maratona do Texas (Nilson e Ésio) e alguns (João Gabbardo, Sabine e Hideaqui) irão novamente para Los Angeles para tentar a Quadzilla do final do ano (31dez, 01, 02 e 03 de janeiro). Depois disso todos devem se encontrar em Orlando para a Maratona da Disney.
A VIAGEM DA PHILADELPHIA PARA SPRINGFIELD (MISSOURI)
A distância é relativamente grande (1.000 milhas ou 1.600 km), mas de carro não é nada para ultramaratonistas. No entanto temos algumas surpresas. No meio do caminho dormimos numa cidadezinha que nem lembro o nome e ao acordar nosso carro tem todos os vidros cobertos de gelo, tentamos resolver com o limpador de pára-brisas, mas a água está congelada. Iniciada a viagem vem o receio de dirigir numa pista com água mas que pode ser gelo e portanto muito escorregadia.
Neste momento estou escrevendo este texto enquanto a Sabine dirige. São 17h do dia 25 de dezembro. Em todos os locais que paramos para comer estava tudo fechado e o jeito é comer biscoito e sanduba da prateleira dos postos de gasolina. A noite quando chegarmos em algum lugar vou publicar este post.




























































